Implantação da Acupuntura no SUS faz 25 anos



 

Implantação da Acupuntura no SUS faz 25 anos

Mais de 1,2 milhão de atendimentos médicos em Acupuntura já são realizados anualmente pelo Sistema Único de Saúde

 

Há 25 anos, em março de 1988, o Governo Federal implantou oficialmente a Acupuntura nos serviços públicos de saúde, através da Resolução 05/88/CIPLAN - Comissão Interministerial de Planejamento e Coordenação (composta, na época, pelos Ministérios da Saúde, Previdência e Assistência Social, Trabalho e Educação). A medida estabeleceu as diretrizes para o atendimento médico da especialidade, possibilitando implementar a Acupuntura nas Secretarias de Saúde estaduais, munici­pais e nos serviços médicos universitários.

Segundo o Dr. Fernando Genschow, supervisor da residência médica em acupuntura do HBDF - Hospital de Base do Distrito Federal, diretor do CMBA - Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura, e na época da implantação, coordenador do grupo de trabalho da CIPLAN que realizou, por mais de dois anos, os estudos para embasar a citada resolução, esta foi uma resposta afirmativa do Estado ao importante desenvolvimento desta área da ciência médica no Brasil e à demanda crescente do método como modalidade de tratamento médico a ser oferecida à população em geral.

A iniciativa configurou-se em um marco na história do desenvolvimento da Acupuntura no país, atualmente já ultrapassando 1,2 milhão de atendimentos médicos em Acupuntura realizados anualmente pelo SUS. As perspectivas apontam para um crescimento ainda maior, uma vez que o pleno acesso ao tratamento médico por Acupuntura pela população brasileira é uma das metas tanto do SUS como do Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura.

Panorama promissor

Desde 1979, quando a Organização Mundial da Saúde deu crédito à técnica chinesa, o interesse da medicina ocidental pela acupuntura só vem crescendo. O número de títulos de especialistas expedidos pela Associação Médica Brasileira já passou dos três mil e tratar pacientes com Acupuntura na rede pública está cada dia mais acessível. Segundo dados do CMBA, o atendimento em 2012, aumentou em 76,4% em relação ao ano anterior, passando de 680 mil para 1,2 milhão.

 “Hoje, em torno de 600 médicos acupunturiatras prestam assistência na rede pública de saúde, atendendo pacientes encaminhados por outros especialistas, como tratamento principal ou auxiliar. Mas a tendência é de que este número seja ampliado, para que um dia, possa atender a demanda espontânea”, explica o Dr. Hildebrando Sábato, presidente do CMBA.

Título de Médico Especialista em Acupuntura

No Brasil, a Acupuntura é uma especialidade médica regulamentada pelo Conselho Federal de Medicina, onde médicos especializados na área cumprem um extenso programa de Educação Médica em Acupuntura e são submetidos a uma validação de Título de Especialista em Acupuntura (TEAC), pela Associação Médica Brasileira (AMB) e Colégio Médico de Acupuntura (CMBA). A mesma tendência é seguida, hoje em dia, por países da Europa, como a Inglaterra, Alemanha, França e Itália, entre outros, assim como pelos EUA, Austrália e Canadá. Entre as maiores e mais ativas Associações de Acupuntura Médica fora do Brasil, estão a American Academy of Medical Acupuncture (AAMA), British Medical Acupuncture Society (BMAS), Internacional Council of Medical Acupuncture and Related Technics (ICMART) e Australian Medical Acupuncture College (AMAC).

Residência Médica em Acupuntura e padrões de excelência médica

Uma das consequências do desenvolvimento da Acupuntura na assistência à saúde pública no Brasil foi o progressivo aprimoramento acadêmico da especialidade. Várias faculdades de medicina passaram a incluir a Acupunturiatria nas suas disciplinas de graduação, e o Ministério da Educação estabeleceu e aprovou programas de residência médica nesta área. Os programas de residência médica constituem o padrão de excelência na formação do especialista; e, por esta razão, desde a década passada, o Brasil passou a assumir papel de grande destaque mundial na especialização clínica de médicos na área da Acupuntura, justamente por contar com instituições prestigiadas – como a Escola Paulista de Medicina, os Hospitais das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP, da Universidade Federal de Pernambuco e da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto, os Hospitais Universitários da Universidade Federal de Santa Catarina e da Universidade Federal da Bahia e o Hospital de Base do Distrito Federal, dentre outros – que oferecem robustos programas de residência em Acupunturiatria, que vem se tornando referências internacionais.

Fonte: CMBA-Colégio Médico Brasileiro de Acupuntura, órgão oficial da acupuntura médica do país,  reconhecido pelo Conselho Federal de Medicina, Associação Médica Brasileira, Federação Nacional dos Médicos e Comissão Nacional de Residência Médica. Criado em 1984, responde pela Acupuntura frente ao meio médico nacional, autoridades de saúde e instituições governamentais - www.cmba.org.br

 

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